Histórias de vida I
Sentada no meu canto, ouço pessoas contarem suas histórias de vida. Recentemente, ouvi uma dizer que há alguns anos está separado de seu cônjuge, depois que ele tentou machucá-lo(a) e consequentemente o/a ameaçou de morte. Desde então os relacionamentos com seus filhos quase não existem mais. A comunicação é apenas a escrita, através de bilhetes.
Conversando com ele percebi que ainda existe muito amor conjugal. Pois ele ainda fala das qualidades de seu cônjuge com muito carinho, apesar de não entender o processo de loucura em que ela/e se encontra. Notei ainda, que de certa forma é muito conveniente para ele permanecer neste ambiente tão hostil. Porque os bens materiais continuam intáctos, sem nenhuma divisão, esperando a morte de uma das partes.
Em um certo momento, fui questinada sobre o que ele deveria fazer. Prontamente, respondi: "Separação'! Mas chegando em casa, analisando os fatos com mais seriedade cheguei a conclusão que a resposta que eu deu não é condizente com a minha postura de cristã. Quem respondeu foi a mulher carnal, não eu. Pedi perdão para Deus e reconheci o meu pecado. A pergunta que não quer calar é: Se fosse ao contrário, será que a outra parte o/a abandonaria? Com certeza não!
Resta-me aconselhá-lo: Fiquem juntos até que a morte os separe!.
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